Há um momento em que o espelho passa a mostrar algo diferente do que sentimos por dentro. A linha do maxilar perde aquela definição marcante, o bigode chinês se aprofunda, as linhas de marionete ficam mais evidentes e os jowls começam a alterar o contorno do rosto.
Esse tipo de queixa não acontece na pele; ela nasce do desgaste das camadas profundas que sustentam o rosto. Cada vez mais pessoas chegam ao consultório sabendo disso: elas não procuram um tratamento superficial ou uma abordagem simples, mas sim uma cirurgia que trate a verdadeira causa da flacidez.
É exatamente esse o ponto de partida do Deep Plane Facelift (ou lifting facial de plano profundo), técnica que o Dr. Martinho Mello realiza em Campo Grande. Trata-se de um procedimento moderno e muito estruturado, feito para quem busca devolver a firmeza ao rosto com total naturalidade e sem mudar os traços originais.
O Deep Plane Facelift é uma técnica cirúrgica avançada que trabalha abaixo da camada de músculos e tecidos que cobrem o rosto (chamada de SMAS). A cirurgia age diretamente na região onde ficam os chamados ligamentos de retenção, que conectam os músculos aos ossos da face.
Esses ligamentos funcionam como verdadeiras “amarras” anatômicas, responsáveis por manter a gordura das bochechas e os tecidos profundos firmes e no lugar certo. Com o passar dos anos, esses ligamentos afrouxam. É esse deslocamento dos tecidos para baixo, e não o simples excesso de pele, que faz o rosto parecer “caído” e murcho.
Durante a cirurgia, o médico solta esses ligamentos que estavam presos ou caídos e reposiciona a musculatura junto com a gordura das bochechas em um único bloco, elevando tudo de volta para o lugar original. A grande diferença da técnica moderna está no tratamento da pele: ela não é puxada com força, mas apenas acomodada suavemente sobre a nova estrutura que foi reconstruída por baixo. Isso evita aquele aspecto artificial ou “esticado” das cirurgias de antigamente.


A indicação para essa cirurgia não depende da idade da pessoa, mas sim do quanto os tecidos internos e os ligamentos do rosto estão frouxos.
Pacientes que perderam a definição do maxilar, que estão com as bochechas caídas e com muita flacidez no pescoço são os que mais se beneficiam da técnica. Embora seja mais procurado por pessoas a partir dos 45 anos, a decisão pela cirurgia depende de uma avaliação física detalhada no consultório, analisando:
• O grau de frouxidão dos ligamentos internos do rosto;
• A elasticidade da pele e a presença de rugas profundas;
• O ritmo de envelhecimento e a perda natural de estrutura óssea de cada pessoa.
Por causa dessas variações, a avaliação é totalmente individual. Duas pessoas com a mesma idade podem precisar de cirurgias completamente diferentes, dependendo de como a gravidade agiu no rosto de cada uma.
Para devolver a harmonia ao rosto, o cirurgião trabalha em diferentes regiões, tratando cada queixa de forma específica:
A perda do contorno do maxilar fica evidente quando os ligamentos da bochecha cedem, deixando a gordura do rosto “cair” e formar aquelas bolsas nas laterais da boca (conhecidas como “bochechas de buldogue”). Na técnica profunda, esses ligamentos são soltos e toda a gordura é levada de volta para cima. Isso refaz a linha do maxilar de forma nítida e firme, sem forçar a pele perto da orelha.
A linha profunda que vai do nariz até a boca não é um problema apenas da pele, mas o resultado da gordura da bochecha que escorregou para baixo. Ao levantar esse bloco de gordura e colocá-lo de volta sobre o osso da bochecha, o Deep Plane devolve o volume natural das maçãs do rosto e suaviza as marcas ao redor da boca.


A diferença principal está em qual camada do rosto sustenta o resultado da cirurgia. Nas técnicas tradicionais, há apenas o descolamento do tecido superficial (pele) e eventualmente uma plicatura da musculatura sem realizar o descolamento profundo nem mesmo soltar os ligamentos retentores da face, realizando uma tração restrita dos tecidos profundos.
No Deep Plane Facelift, o médico trabalha em um espaço profundo do rosto, soltando os ligamentos e movimentando os músculos e a gordura juntos. Como toda a sustentação é feita nessa camada profunda e forte, a pele fica livre de tensões.
Essa mudança traz vantagens práticas muito importantes:
• Cicatrizes mais discretas: Como a pele não é puxada com força, os cortes, escondidos nas dobras naturais ao redor da orelha, cicatrizam de forma muito fina e sutil.
• Orelhas com formato natural: O lóbulo da orelha não corre o risco de ser puxado para baixo (efeito conhecido como orelha em “pires”), mantendo sua posição normal.
• Resultados mais duradouros: Tratar a verdadeira causa da flacidez interna faz com que os resultados da cirurgia se mantenham bonitos por mais tempo.
O procedimento é realizado em ambiente hospitalar completo em Campo Grande, sob anestesia geral. O tempo de cirurgia varia entre 3 e 5 horas, dependendo do caso e se haverá outros procedimentos juntos.
Como a camada onde o médico trabalha tem menos vasos sanguíneos do que a região logo abaixo da pele (usada nas técnicas antigas), o inchaço e os roxos costumam ser menores, tornando o pós-operatório mais confortável. Se houver necessidade de usar drenos, eles são retirados logo nos primeiros dias.
Cronograma de recuperação e cuidados principais:
• Primeiros 10 a 14: Repouso relativo e foco em diminuir o inchaço. É importante dormir com a cabeceira da cama mais alta (com mais travesseiros) e usar compressas frias nos primeiros dois dias. Deve-se evitar movimentos bruscos com o pescoço e alimentos muito duros para proteger os pontos internos.
• 21 dias: Geralmente, o paciente já pode voltar a trabalhar (se for trabalho de escritório) e retomar a rotina social. Um inchaço ainda pode persistir, diminuindo aos poucos nas semanas seguintes.
• Meses seguintes: O resultado final vai aparecendo gradualmente, conforme os tecidos se acomodam totalmente aos novos contornos do rosto.

Para um rejuvenescimento completo e natural, o Deep Plane Facelift pode ser combinado com outras técnicas no mesmo momento no hospital.
É muito comum realizá-lo junto com a blefaroplastia (cirurgia das pálpebras), que remove o excesso de pele e as bolsas de gordura dos olhos, tratando o aspecto de olhar cansado.
Outra combinação frequente é a lipoenxertia facial, que usa a gordura do próprio paciente para devolver o volume perdido em áreas como as regiões zigomáticas e a região periocular.
Não. As cicatrizes são planejadas para ficarem escondidas nas dobras e contornos naturais da orelha, estendendo-se até o couro cabeludo. Como a sustentação do rosto é feita no músculo profundo e a pele é fechada sem ser puxada com força, as incisões cicatrizam de forma muito fina e discreta.
Não, a dor forte não é comum nessa cirurgia. A principal queixa dos pacientes nos primeiros dois dias é uma sensação de rosto pesado, firme ou levemente dormente, por conta do inchaço. Esse desconforto é perfeitamente controlado com os analgésicos comuns receitados pelo médico.
Não existe uma idade mínima ou máxima. A indicação depende exclusivamente do quanto os tecidos caíram e do quanto os ligamentos internos estão frouxos, algo que varia muito de pessoa para pessoa por causa da genética e do estilo de vida. Alguns pacientes têm indicação antes dos 50 anos, enquanto outros fazem em idades mais avançadas.
O resultado é estável e dura muitos anos. Ao reposicionar a estrutura profunda, o relógio do envelhecimento é “atrasado”. O corpo continuará envelhecendo normalmente com o tempo, mas a partir de uma base facial muito mais firme e rejuvenescida.
Não, o sorriso e os movimentos naturais do rosto são totalmente preservados. A cirurgia no plano profundo respeita rigorosamente os caminhos dos nervos responsáveis pelos movimentos faciais. Como a técnica não faz puxões artificiais na pele, o paciente mantém a sua identidade e expressão original.
O valor total só pode ser definido após uma consulta e avaliação presencial. O custo varia de acordo com a complexidade de cada rosto, o tempo de cirurgia e se haverá outros procedimentos associados. Seguindo as normas éticas do Conselho Federal de Medicina (CFM), os médicos são proibidos de divulgar preços publicamente.
Cada rosto tem um formato e uma estrutura única. O planejamento do Deep Plane Facelift com o Dr. Martinho Mello em Campo Grande começa com uma análise detalhada da face para entender exatamente para onde os músculos e a gordura se deslocaram com o tempo.
Esse diagnóstico preciso é o que garante um resultado elegante, seguro e que combine perfeitamente com você. Para entender a melhor indicação para o seu caso e tirar suas dúvidas, agende uma consulta presencial.
