A falta de projeção do queixo, a perda de definição da linha da mandíbula e o aspecto permanente de flacidez no pescoço (a famosa papada) estão entre as queixas mais frequentes nos consultórios focados na abordagem estética e estrutural da face.
A mentoplastia, popularmente conhecida como cirurgia do queixo, é o procedimento indicado para abordar essas alterações, com o objetivo de devolver um perfil equilibrado, marcante e natural à face.
Se você procura por atendimento especializado em mentoplastia em Campo Grande, este artigo detalha o funcionamento técnico da cirurgia, o período de recuperação e as expectativas realistas do pós-operatório.
Para pacientes que residem na capital, o primeiro encontro é presencial, com exame físico minucioso das proporções faciais. Já para quem mora em outras cidades de Mato Grosso do Sul ou em outros estados, a teleconsulta funciona como uma porta de entrada qualificada para mapear o histórico clínico e alinhar expectativas, deixando a etapa presencial reservada para os exames físicos definitivos e o ato cirúrgico em ambiente hospitalar.
A mentoplastia é o procedimento cirúrgico responsável por modificar a forma, o tamanho ou as proporções do queixo (mento). Reduzir essa definição apenas a um aspecto de vaidade seria simplificar demais uma estrutura que atua como o principal pilar de ancoragem e sustentação para os tecidos moles do terço inferior do rosto e do pescoço.
Na prática clínica, a forma externa e o suporte interno são tratados como duas faces de uma mesma decisão cirúrgica. A cirurgia visa tratar a causa mecânica e óssea da desproporção facial, promovendo o avanço, recuo ou verticalização do mento de forma integrada com as linhas do rosto.
A cirurgia atua esculpindo e reforçando o arcabouço da mandíbula. O grande diferencial dessa abordagem estruturada é compreender que o queixo define a transição cervical. Quando o suporte ósseo é reestruturado de maneira sólida, a forma externa do pescoço e da linha mandibular ganha estabilidade e definição, evitando distorções ao longo dos anos.


Não existe um “queixo padrão” que justifique a indicação cirúrgica. A indicação depende do diagnóstico de alterações mecânicas e estruturais que quebram a harmonia tridimensional da face.
Os cenários clínicos que mais frequentemente justificam a intervenção envolvem:
• Queixo retraído (Retrognatismo): Quando o mento é posicionado muito para trás em relação aos lábios, prejudicando o perfil.
• Perda da linha de transição mandibular: A falta de projeção óssea que impede a divisão nítida entre o rosto e o pescoço.
• Falsa projeção do nariz: Casos em que o queixo pequeno faz o nariz parecer desproporcionalmente grande de perfil.
• Flacidez cervical precoce (Papada): Quando a falta de osso deixa o músculo do pescoço (platisma) sem sustentação, acumulando pele e gordura abaixo do queixo.
A decisão cirúrgica baseia-se em achados clínicos específicos obtidos após uma análise detalhada da anatomia interna. Essa avaliação verifica se a estrutura esquelética da face já atingiu a maturidade e o crescimento necessário para o procedimento, garantindo que a indicação seja baseada em dados biológicos sólidos.
A reconstrução tridimensional do terço inferior da face exige uma atuação precisa, tratando o queixo através de técnicas específicas para cada tipo de organismo:
Nesta técnica, o cirurgião realiza uma incisão por dentro da boca e faz um corte preciso na porção óssea do queixo. Esse fragmento do próprio paciente é avançado ou reposicionado milimetricamente para a nova posição e fixado com miniplacas e parafusos de titânio. É a abordagem ideal para correções estruturais completas, pois não utiliza materiais externos e melhora a tensão do músculo do pescoço.


Durante muito tempo, pequenas retrações no queixo foram tratadas exclusivamente com preenchedores líquidos em consultório. O problema é que essa abordagem atua apenas camuflando a superfície cutânea, sem resolver a falta de suporte ósseo estrutural por baixo. Com o passar do tempo, grandes volumes repetidos podem sobrecarregar os tecidos, deixando o queixo com um aspecto pesado ou artificial.
A mentoplastia cirúrgica inverte essa lógica ao focar na causa mecânica da falta de projeção. Em vez de inflar a pele com produtos absorvíveis, o procedimento modifica definitivamente o arcabouço rígido da face.
Essa sustentação adicional traz benefícios práticos de longo prazo para o paciente:
• Resultado permanente: O osso reposicionado ou a prótese fixada conferem uma estabilidade que dura muitos anos, sem a necessidade de manutenções periódicas.
• Ancoragem tecidual real: O avanço do queixo estica naturalmente o músculo platisma do pescoço, reduzindo de forma mecânica a flacidez cervical e a papada.
• Ausência de cicatrizes externas: Todo o procedimento é realizado por meio de acessos internos na mucosa da boca, garantindo evolução estética sutil e discreta.
O procedimento é realizado estritamente em ambiente hospitalar em Campo Grande, sob anestesia geral, garantindo máximo controle, segurança e estabilidade para o paciente. O tempo de cirurgia varia entre 1 e 2 horas, dependendo do planejamento e da técnica escolhida.
Ao final da cirurgia, fitas adesivas rígidas (taping) são posicionadas externamente sobre o queixo para conter o inchaço e manter as estruturas protegidas nos primeiros dias. Como os pontos são totalmente internos e feitos com fios que o corpo absorve, não há necessidade de retirada de suturas na boca.
Nos primeiros dias, é esperado algum grau de edema (inchaço) e uma sensação de dormência temporária no lábio inferior. A maioria dos pacientes retoma atividades normais de escritório entre 7 e 10 dias, seguindo um cronograma biológico próprio de cicatrização.
Cuidados essenciais na reabilitação:
Cuidados essenciais na reabilitação:
• Dieta pastosa: O paciente deve priorizar alimentos macios, pastosos e frios na primeira semana para evitar esforços na musculatura do queixo.
• Higiene bucal rigorosa: O uso de enxaguantes antissépticos prescritos é indispensável após as refeições para proteger os pontos internos de infecções.
• Restrição de impactos: Exercícios físicos pesados são suspensos por 30 dias, e esportes de contato devem ser evitados por mais tempo para proteger a consolidação óssea.

Para atingir uma harmonia global da face, o planejamento da mentoplastia é frequentemente integrado a outras técnicas cirúrgicas sob o mesmo plano anestésico. O cruzamento cirúrgico mais clássico ocorre com a rinoplastia estruturada, uma combinação chamada de perfiloplastia. Ao alinhar o dorso do nariz e a projeção do queixo no mesmo ato, o cirurgião equilibra as duas principais áreas que definem o perfil da face.
Da mesma forma, a cirurgia do queixo pode ser conduzida simultaneamente à cervicoplastia (lifting de pescoço) ou ao Deep Plane Facelift. Enquanto o facelift e o lifting tratam a flacidez muscular profunda e removem o excesso de pele, a mentoplastia atua fornecendo o suporte ósseo necessário para que esses tecidos permaneçam esticados, firmes e rejuvenescidos por muito mais tempo.
Não, a cirurgia é planejada para não deixar marcas externas. O acesso cirúrgico é realizado inteiramente por dentro da boca, em uma linha sutil localizada na dobra interna do lábio inferior. Com isso, as incisões ficam totalmente ocultas no convívio social diário.
O procedimento é realizado sob anestesia geral em ambiente hospitalar qualificado. Esta é a escolha que oferece máxima segurança e estabilidade para o paciente, permitindo que o cirurgião trabalhe com precisão milimétrica no manejo das estruturas esqueléticas faciais de forma totalmente confortável.
Não. Na técnica de avanço ósseo, as miniplacas e parafusos utilizados são feitos de titânio, um material biocompatível que não causa rejeição. Eles são extremamente pequenos, ficam posicionados diretamente rente ao osso e cobertos pelos músculos e pela pele, tornando-se imperceptíveis ao toque e invisíveis externamente.
A cirurgia não modifica a oclusão dentária (a posição em que os dentes de cima encontram os de baixo). Nas primeiras semanas, devido ao inchaço interno e aos pontos, o paciente pode sentir a movimentação dos lábios um pouco mais rígida ao falar ou sorrir, mas as funções de fala e mastigação voltam ao normal com o amadurecimento dos tecidos.
O investimento total depende da técnica indicada (avanço ósseo ou uso de implantes) e da complexidade de cada caso. O custo final varia conforme o tempo de uso do centro cirúrgico hospitalar e possíveis associações com outros procedimentos. Em estrita conformidade com as normas éticas do Conselho Federal de Medicina (CFM), valores exatos de atos cirúrgicos não são expostos publicamente.
Para planejar a cirurgia corretamente, é preciso avaliar de perto a espessura da pele, os músculos e a gordura do pescoço. O Dr. Martinho Mello faz essa análise detalhada para criar um plano seguro e focado em um resultado natural.
Se você quer entender o melhor caminho para o seu caso e melhorar o contorno da parte inferior do rosto, agende uma avaliação.
